28/01/16

As novas regras da cirurgia bariátrica

Agora obesos com depressão, asma, infertilidade e outras doenças também terão direito à intervenção

O Conselho Federal de Medicina (CFM) ampliou de seis para 21 as doenças que, associadas a um grau de médio de obesidade (IMC superior a 35), podem se tornar indicações para a cirurgia de redução do estômago. A partir de agora, entram no rol de enfermidades depressão, asma grave, infertilidade, disfunção erétil, refluxo e síndrome dos ovários policísticos, entre outros. Atualmente, a obesidade atinge um em cada cinco brasileiros. A decisão do CFM se baseou em estudos internacionais sobre os benefícios do procedimento para pacientes que ainda não apresentam obesidade mórbida (IMC acima de 40). Mas manteve a norma de que, para ser possível a intervenção, a pessoa deve ser obesa há cinco anos e ter tentado o tratamento clínico – dieta, exercícios e medicamentos – por pelo menos dois anos.

SUOR
Apenas 2% a 3% dos pacientes com IMC acima de 40 conseguem perder
peso com tratamento clínico (dieta, exercícios e medicamentos)
Pesquisas apontam que apenas 2% a 3% dos pacientes com IMC acima de 40 conseguem perder peso com tratamento clínico. Mas, embora a cirurgia seja o principal tratamento para o grupo com obesidade mórbida, uma pequena parcela da população tem acesso a ela. Em 2014 foram 94 mil operações no País, o que representa apenas 2,5% do total de pessoas com indicação para o procedimento.
A comunidade médica aprovou a medida do CFM, mas fez algumas ressalvas – com relação à indicação no caso de depressão, por exemplo. O quadro depressivo, segundo especialistas, pode ser anterior ao ganho de peso. Então, deveria ser tratado antes da intervenção, pois poderia complicar no pós-operatório. De qualquer forma, o Conselho reafirma que a redução de estômago deve ser a última opção a ser usada. “A intenção é mostrar para a população que a procedimento cirúrgico pode ser um tratamento importante e necessário para alguns grupos de pacientes”, diz o vice-presidente do CFM, Mauro Luiz de Britto Ribeiro. “Mas a cirurgia não deixa de ser uma agressão ao organismo.” 

Fonte: ISTO É
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22/01/16

SUS incorpora remédio para comportamento agressivo em adultos com autismo

Portaria do Ministério da Saúde publicada hoje (18) no Diário Oficial da Uniãoincorpora o uso da risperidona no tratamento de comportamento agressivo em adultos com transtorno do espectro do autismo no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em 2014, a pasta já havia anunciado a incorporação do remédio para tratar sintomas de autismo em crianças. A distribuição da droga, nesse caso, começou no ano passado. O medicamento também já é utilizado na rede pública para outros fins, como no tratamento de transtorno bipolar.
De acordo com a pasta, o autismo aparece nos primeiros anos de vida. Apesar de não ter cura, técnicas, terapias e medicamentos, como a risperidona, podem proporcionar qualidade de vida para os pacientes e suas famílias.
A estimativa da Organização Mundial da Saúde é que 70 milhões de pessoas no mundo tenham a síndrome. No Brasil, o número é próximo de 2 milhões de pessoas.
A inclusão de medicamentos no SUS obedece a regras da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias, que exige comprovação da eficácia, do custo-efetividade e da segurança do produto por meio de evidência clínica consolidada.
Após a incorporação, o remédio pode levar até 180 dias para ficar disponível ao paciente.

Fonte: UOL

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21/01/16

Novos horizontes para a ELA

Ao descobrir o que provoca a síndrome, cientistas abrem as portas para o desenvolvimento de remédios e podem colaborar com as pesquisas para Parkinson e Alzheimer

Raul Montenegro (raul.montenegro@istoe.com.br)
Era começo de 2015 e o funcionário público Marcio Bertolani, 61 anos, estava cheio de planos. Prestes a se aposentar, ele e a mulher haviam acabado de se mudar para um novo apartamento, com direito a varanda gourmet, na Zona Sul de São Paulo. Sonhavam chamar os amigos para animados churrascos e viajar pelo mundo. A primeira parada seria a Itália. Tudo foi por água abaixo quando, em fevereiro de 2015, Bertolani descobriu que era portador de uma doença incurável, da qual nunca tinha ouvido falar: a esclerose lateral amiotrófica (ELA), que paralisava todos os músculos do corpo e era fatal . “Minha vida virou de cabeça para baixo”, diz. “Me senti traído.” A névoa de dúvidas que envolvia o distúrbio neurológico degenerativo começou a ser dissipada com um estudo feito nos Estados Unidos. E a partir da descoberta, que desvendou a origem da síndrome, será possível desenvolver remédios para combatê-la. “Conhecer a origem da ELA pode levar a tratamentos para retardar, parar ou mesmo curar a doença”, afirmou à ISTOÉ Nikolay Dokholyan, professor de biofísica da Universidade da Carolina do Norte e cientista responsável pelo achado.

ESPERANÇA
Acima, Marcio Bertolani, doente de ELA
Abaixo, Nikolay Dokholyan, responsável pela pesquisa.
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Bertolani foi diagnosticado após sentir muito cansaço ao realizar exercícios leves na academia. Atualmente, a fraqueza muscular o impede de caminhar longas distâncias, ele perdeu força nas mãos e dorme respirando com a ajuda de um aparelho. Aos poucos, os pacientes ficam paralisados e perdem a capacidade de engolir e falar – mas o tempo para que isso aconteça varia de pessoa para pessoa. O doente mais conhecido é o físico britânico Stephen Hawking, que descobriu que era portador do mal aos 21 anos. Na época, os médicos lhe deram uma expectativa de dois anos, mas mais de 50 anos depois ele vive com a ajuda de máquinas, movendo um músculo no rosto.
A ELA mata células nervosas chamadas neurônios motores, mas até o momento ninguém sabia ao certo como isso ocorria. O estudo descobriu que por trás do problema está uma proteína chamada SOD1. Quando ela se une em grupos de três, chamados trímeros, se torna tóxica e mata os neurônios motores. A pesquisa foi feita com pacientes que possuem variações na SOD1, cerca de 1% a 2% dos casos, mas mesmo pessoas sem mutações na proteína podem apresentar os amontoados tóxicos. “Hoje não sabemos se a doença tem apenas uma ou várias causas, por isso a descoberta não significa que o remédio servirá para todos os pacientes” diz o coordenador científico do Instituto Paulo Gontijo, Miguel Mitne. “Mas abre portas para que se descubram mais formas de tratamento.”
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O próximo passo da equipe de Dokholyan será achar substâncias capazes de quebrar os agrupamentos tóxicos ou prevenir que eles se formem, mas o desenvolvimento de remédios ainda deve levar anos, dizem os cientistas. Infelizmente, a tecnologia não permitirá melhorar pessoas que já estejam doentes, porque para isso seria preciso regenerar neurônios afetados. A metodologia usada no experimento ainda permitirá tirar conclusões semelhantes a respeito de outras doenças degenerativas, como o Parkinson e o Alzheimer. “Seria decepcionante se os resultados demorassem a aparecer”, afirma Bertolani. “Mas é uma esperança para quem não tinha panorama, não tinha nada.”
Foto: FELIPE GABRIEL 

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16/01/16

Enzima contra excesso de açúcar, possível arma contra o diabetes


https://www.riquezanatural.com.br

A descoberta de uma enzima que neutraliza os efeitos tóxicos do excesso de açúcar no organismo poderia abrir o caminho para novos tratamentos contra o diabetes e a obesidade.

A enzima, cuja existência entre os mamíferos antes era ignorada, regula a utilização da glicose e os lipídios por diferentes órgãos, explicam os pesquisadores liderados por Marc Prentki e Murthy Madiraju do centro de pesquisa do hospital da Universidade de Montreal (CRCHUM).

A descoberta desta enzima, chamada glicerol-3-fosfato-fosfatasa (G3PP), foi publicada na segunda-feira nas Atas da Academia Norte-americana de Ciências (PNAS).

Quando a glicose está anormalmente alta no organismo, o glicerol-3-fosfato derivado da glicose alcança níveis excessivos nas células que poderiam provocar danos aos tecidos.

"Verificou-se que o G3PP pode degradar a maior parte do excesso de glicerol-3- fosfato e desviar a célula, de modo que as células beta do pâncreas produtoras de insulina e os diversos órgãos são protegidos contra os efeitos tóxicos dos níveis elevados de glicose", explica Marc Prentki, professor da Universidade de Montreal.

A glicose e os ácidos graxos são os principais nutrientes das células dos mamíferos.

Seu uso nas células regula muitos processos fisiológicos, tais como a secreção de insulina no pâncreas e de glicose no fígado, assim como o acúmulo de lipídios no tecido adiposo e o metabolismo de nutrientes para a produção de energia.

A irregularidade destes processos faz com que a obesidade, a diabetes adulta (tipo 2) e doenças cardiovasculares.

A insulina é um hormônio-chave produzido pelas células do pâncreas para regular o uso de glicose e lipídios.

Se estas células são expostas a muita glicose e ácidos graxos, os próprios nutrientes tornam-se tóxicos e as alteram, provocando sua disfunção e, eventualmente, diabetes.

A enzima G3PP é fundamental para o bom funcionamento do metabolismo, já que é necessária tanto para a produção de energia como para a formação de lipídeos, dizem os cientistas.

Os resultados desta pesquisa oferecem uma nova alternativa terapêutica potencial contra a obesidade, o diabetes e a síndrome metabólica, estimam os investigadores.

Fonte: YAHOO NOTÍCIAS
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15/01/16

Planos de saúde terão prazos para atendimento e resposta a consumidor

As medidas entrarão em vigor no dia 15 de maio.Operadoras devem prestar imediatamente informações e orientações.


A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) criou novas regras para melhorar o atendimento prestado pelas operadoras de planos de saúde nos pedidos de procedimentos e serviços de cobertura assistencial. As novas regras atingem o atendimento telefônico e presencial, respostas a solicitações de procedimentos e serviços e penalização às operadoras.
As medidas entrarão em vigor no dia 15 de maio e estabelecem prazos para a prestação de informações ao consumidor, disciplinando o atendimento, e obrigam as operadoras a oferecer canais de contato presencial e telefônico.

As operadoras devem prestar imediatamente aos seus beneficiários as informações e orientações sobre o procedimento ou serviço assistencial solicitado, esclarecendo se há cobertura prevista no contrato ou no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS.
O QUE MUDA COM AS NOVAS REGRAS
Atendimento presencial
Como era
Não havia norma vigente
Como ficou
Operadoras de médio e grande porte devem ter atendimento em horário comercial nos dias úteis em capitais e regiões de maior atuação
Atendimento telefônico
Como era
Não havia norma específica
Como ficou
Operadoras de grande porte deve ter atendimento 24 horas. As demais, em horário comercial nos dias úteis
Protocolo de atendimento
Como era
Só precisava ser fornecido em caso de negativa
Como ficou
Deve ser fornecido no início do atendimento ou assim que for identificado envolvimento de cobertura assistencial.
Prazo de resposta
Como era
Havia prazo máximo de 48h apenas em caso de negativa de autorização
Como ficou
Operadora deve dar resposta e o atendimento deve ser concluído dentro dos prazos máximos estabelecidos pela ANS
Negativa de atendimento
Como era
Operadora deveria fornecer em até 48h o motivo da recusa. Se pedido por escrito, beneficiário poderia solicitar esclarecimentos em até 48h
Como ficou
Operadora deve informar detalhadamente o motivo da negativa, indicando a cláusula do contrato que justifique. Prazo é de 24h, e beneficiário pode pedir nova análise
Multa
Como era
Previa punição só para descumprimento de prazos
Como ficou
Multa será de R$ 30 mil para a operadora que não cumprir todas as novas regras. Para infração em negativa de cobertura, multa vai de R$ 80 mil a R$ 100 mil
Também estabelece a implantação de unidade para atendimento presencial funcionando em horário comercial durante os dias úteis nas capitais dos estados ou regiões de maior atuação dos planos, exceto para as operadoras de pequeno porte, as exclusivamente odontológicas, as filantrópicas e autogestões.
As empresas de grande porte também terão que oferecer atendimento telefônico ao consumidor durante 24 horas, sete dias por semana, e as de médio e pequeno porte, as exclusivamente odontológicas e filantrópicas deverão ter canal telefônico para atendimento em horário comercial nos dias úteis.
Para assegurar o atendimento aos casos de urgência e emergência, todas as operadoras deverão disponibilizar atendimento telefônico 24 horas, todos os dias da semana.

A resolução exige ainda que sempre que houver solicitação de procedimento ou serviço de cobertura assistencial deverá ser fornecido número de protocolo no início do atendimento ou logo que o atendente identifique que se trata de demanda que envolva cobertura assistencial.

Em caso de descumprimento das regras previstas na resolução normativa, a operadora está sujeita a multa de R$ 30 mil. Caso a infração venha a se configurar em negativa de cobertura, a operadora também estará sujeita a multa – nesse caso, os valores vão de R$ 80 mil a R$ 100 mil.

Prazos
De acordo com a ANS, nos casos em que não seja possível dar uma resposta imediata à solicitação de procedimento ou serviço de cobertura, as operadoras terão prazo de até cinco dias úteis para responder diretamente aos beneficiários.

Caso a resposta apresentada negue a realização de procedimentos ou serviços solicitados, deve ser informado detalhadamente o motivo e o dispositivo legal que o justifique. Nas solicitações de procedimentos de alta complexidade ou de atendimento em regime de internação eletiva, o prazo para resposta é de até 10 dias úteis. Já para procedimentos de urgência e emergência, a resposta deve ser imediata (veja mais informações abaixo).

Nos casos de solicitação de procedimentos ou serviços em que os prazos máximos para garantia de atendimento sejam inferiores a 5 dias, a resposta da operadora ao beneficiário deverá se dar dentro do prazo previsto na Resolução Normativa n° 259, de 2011.

O consumidor também poderá pedir o envio dessas informações por escrito em até 24 horas e requerer reanálise da sua solicitação, que será avaliada pela Ouvidoria da empresa. Com isso, ele tem a oportunidade de recorrer da negativa dentro da própria operadora.
Se a empresa dificultar ou tentar impedir essa reanálise, será configurada infração por não observância às regras sobre atendimento aos beneficiários nas solicitações de cobertura assistencial.

Acesso aos dados
As operadoras deverão arquivar, pelo prazo de 90 dias, e disponibilizar, em meio impresso ou eletrônico, os dados do atendimento ao beneficiário, identificando o registro numérico de atendimento, assegurando a guarda, manutenção da gravação e registro.

O beneficiário poderá requerer que as informações prestadas sejam encaminhadas por correspondência ou meio eletrônico, no prazo máximo de 24 horas. Caso solicitem, também poderão ter acesso aos registros de seus atendimentos, em até 72 horas a contar da realização do pedido.
Veja o prazo máximo de atendimento por procedimentos (já em vigor):
Consulta básica - pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia - 7 dias
Consulta nas demais especialidades – 14 dias
Consulta/ sessão com fonoaudiólogo – 10 dias
Consulta/ sessão com nutricionista – 10 dias
Consulta/ sessão com psicólogo – 10 dias
Consulta/ sessão com terapeuta ocupacional – 10 dias
Consulta/ sessão com fisioterapeuta – 10 dias
Consulta e procedimentos realizados em consultório/ clínica com cirurgião-dentista – 7 dias
Serviços de diagnóstico por laboratório de análises clínicas em regime ambulatorial – 3 dias
Demais serviços de diagnóstico e terapia em regime ambulatorial – 10 dias
Procedimentos de alta complexidade (PAC) – 21 dias
Atendimento em regimento hospital-dia – 10 dias
Atendimento em regime de internação eletiva – 21 dias
Urgência e emergência – imediato
Consulta de retorno – a critério do profissional responsável pelo atendimento

Fonte: G1
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13/01/16

Rússia registra duas vacinas contra ebola, anuncia Putin

Até o momento, havia apenas vacinas experimentais, em fase de testes.Ministra da Saúde da Rússia diz que já recebeu encomenda da Guiné.

Imagem do vírus ebola observado em um microscópio eletrônico (Foto: Frederick Murphy/CDC via AP)

A Rússia registrou duas vacinas contra o vírus ebola, anunciou nesta quarta-feira (13) o presidente russo Vladimir Putin. A epidemia da doença na África Ocidental matou mais de 11 mil pessoas.
"Temos uma boa notícia. Registramos uma cura contra a febre ebola que (...) se revelou muito eficaz, mais eficaz até mesmo do que os tratamentos usados até agora em todo o mundo", declarou Putin, citado pela agência estatal Ria Novosti, durante um conselho de ministros em sua casa perto de Moscou.
Até o momento, não havia nenhuma vacina contra ebola com registro para uso em humanos, apenas vacinas experimentais, ainda em fase de testes.
Uma das vacinas russas foi concebida especificamente para as pessoas acometidas com o vírus HIV, "multiplicando por 35 a imunidade celular" do paciente, infirmou durante o conselho a ministra da Saúde, Veronika Skvortsova. A outra, "única no mundo", permite neutralizar em 100% o vírus e "não existe nada parecido em outro lugar", explicou.
Segundo a ministra, a Guiné, onde a epidemia começou antes de se espalhar para a Libéria e Serra Leoa, encomendou à Rússia vacinas para o próximo mês. De acordo com ela, o país está "pronto" para atender esta demanda.
Em outubro de 2014, a Rússia anunciou a criação de três vacinas contra o vírus ebola que ainda precisavam ser testadas.
Iniciada em dezembro de 2013 no sul da Guiné, a epidemia de ebola atingiu dez países, e segundo os números oficiais matou 11.315 pessoas de 28.637 casos registrados - um balanço considerado subestimado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Entre as vacinas sendo testadas contra o ebola, a VSV-EBOV - desenvolvida pela Agência de Saúde Pública do Canadá e cuja licença é detida pelos laboratórios americanos NewLink Genetics e Merck - foi a primeira a se mostrar eficaz, segundo as revistas médicas.

Fonte: G1
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12/01/16

Estudo liga bebida com açúcar a risco de infarto

Esse tipo de gordura está associado a maior risco de diabetes e infarto.Pesquisa acompanhou mais de mil adultos por seis anos.


Bebidas com adição de açúcar estão associadas com aumento da gordura visceral, segundo estudo americano (Foto: Mario Tama/Getty Images North America/AFP)
O consumo diário de bebidas industrializadas com açúcar está associado ao aumento do volume de gordura visceral no corpo. Esta é a gordura que se acumula no abdômen e está associada ao aumento do risco de diabetes e de doenças cardíacas.
A conclusão veio a partir da análise de dados do Estudo Framingham do Coração, pesquisa financiada pelo governo dos Estados Unidos, e foi publicada na revista científica "Circulation", editada pela Associação Americana do Coração, nesta segunda-feira (11).
Ao todo, 1.003 adultos com idade média de 45 anos foram acompanhados por seis anos. No início e no final desse período, eles responderam a questionários sobre o consumo de bebidas e passaram por exames de imagem para verificar a quantidade de gordura no corpo.
Os resultados mostraram que, entre os que consumiam bebidas açucaradas, o volume de gordura visceral cresceu mais do que entre os que não consumiam esse tipo de bebida e mais do que entre os que bebiam refrigerantes sem adição de açúcar.
Ao longo dos seis anos em que os participantes foram acompanhados, os que não bebiam bebidas com açúcar tiveram um aumento de 658 centímetros cúbicos de gordura visceral. Entre os que consumiam esse tipo de produto diaramente, o aumento foi de 852 centímetros cúbicos.
Para a principal autora do estudo, Caroline S. Fox, isso é uma evidência que liga as bebidas adoçadas com acçúcar a doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2. "Nosso recado para os consumidores é seguir as diretrizes de alimentação atuais e estar conscientes da quantidade de bebidas com açúcar que bebem. Para as autoridades, esse estudo acrescenta evidências a um crescente corpo de pesquisa que sugere que bebidas com açúcar podem fazer mal à nossa saúde."
Na semana passada, foram publicadas as novas Diretrizes Alimentares para Americanos 2015-2020. O documento estabeleceu que o acréscimo de açúcar nos alimentos deve representar menos de 10% das calorias diárias.

Fonte: G1
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